terça-feira, 23 de junho de 2009

Comparação

Seria comparável a uma casa
De tapete vermelho
Mesmo que num mar de lama

Isso nunca foi impeditivo.




Quero desse jeito.

domingo, 14 de junho de 2009

Inevitável:

era o título que eu ia dar. Mas eu não quis.
Se fosse inevitável, seria algo que eu gostaria de evitar.

Evitar é bem distante daquilo que pretendo agora.


Mesmo que eu quisesse, seria inevitável.
Prefiro pensar que é adorável, entretanto.

sábado, 23 de maio de 2009

Dialogando

É assim mesmo. A gente fica procurando viver aquilo que se passou como está fantasiado na nossa memória: a parte boa é mais colorida do que realmente fora, a parte ruim empresta um charme a mais.
Logo quem se encanta tanto com a novidade, perdido em, ou procurando por, um passado que trouxe uma grande alegria, felicidade, mas uma dor de mesmo tamanho.
Maravilhoso: garanto. Mas largue um pouquinho da sua poesia, e veja essa leveza, amigo.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Ah, por favor.

Já disseram mesmo que o amor na prática era sempre ao contrário.
Ainda não entendi. Mas sentir eu sei que sim.


"Gosto, portanto machuco". Devia fazer todo sentido.
Um dia vai ser óbvio. Se colocar o "me" antes do presente do indicativo do verbo machucar, fica mais.


(Não, não é drama. Estou satisfeita.)


Fico feliz, ou não, por achar que as coisas foram mesmo previsíveis.

domingo, 19 de abril de 2009

Pré-viagem

Vim aqui totalmente estimulada a escrever. Então alguma coisa no visual da página me irritou. Parei pra mexer nisso. Mexi em um monte de coisas, mas acho que esqueci de mexer no que estava me incomodando, ou esqueci o que estava me incomodando, propriamente.
Depois me incomodo de novo e tento resolver isso.

. . .

Pré-viagem tem desses problemas:
essa coisa nem-lá-nem-cá.
malas prontas,
mas ainda não se está na estrada.
Não sei lidar com o cinza,
mas ele me fascina.

terça-feira, 14 de abril de 2009

Mas então,

como a gente faz quando mais coisa faz parecer menos coisa e aí tudo acaba parecendo apenas vazio?

domingo, 12 de abril de 2009

Velocidade de ondas

Eu tinha vontade de escrever um texto grande.

Os meus textos sempre vêem na minha cabeça na hora que eu não posso escrever (deixam de ser textos porque não são escritos e porque ninguém mais deles soube? Acho que não: me consolo pois eles ainda existem, portanto), normalmente no período semiconsciente pré-sono.

Sempre que eu venho aqui, no computador ou que pego um papel, saem rabiscos tortos. Não, não é caligrafia ruim (embora a minha o seja), faço desenhos mesmo: árvores são as mais frequentes; e aquelas idéias ficam alí, quietinhas de novo.

Elas costumam pipocar aos domingos, não suportam o tédio da minha cabeça nesses dias. Sou obrigada a esquecer trocânteres, fóveas, incisuras, forâmes, tubérculos e matutar coisinhas mais delicadas (não, não falo de neuroanatomia).

Mas aos domingos vem alguém chamar pra comer um lanchinho aqui, ver um cineminha alí, dar uma voltinha acolá. E elas são abafadas por outras vozes.

Pensei em marcar um horário pra ouvir meus estouros, mas eu já faço isso na análise, só que eu ainda não cheguei a anotar nenhuma sessão, nem gravá-las (vale avaliar a possibilidade).

Voltarei a andar com algo que me permita anotar o que penso. É uma boa. Mas é que sempre tem aquilo né: ondas não-mecânicas se propagam com velocidade máxima no vácuo.