domingo, 9 de maio de 2010

Tinha vontade de (te) dizer, mas não vou

não vou te dizer, porque na verdade é meu


que me incomoda "isso" não ter nome - me dá um ar clandestino, como se minha felicidade tivesse que ser quase. que ainda assim eu não quero namorar nesse segundo, porque acho que devo respeitar tempos e conhecer-nos mais. que queria que tudo desse certo e que a gente namorasse um dia, pra compensar. que, na verdade, eu não estou apaixonada, porque guardei esse nome pra uma coisa que já aconteceu na minha vida e não vai acontecer mais. que, na verdade, eu estou apaixonada, só que é outra paixão. que aquela paixão primeira, que a gente costuma ter aos 17 é única e não, ninguém vai ser igual e tão fantástico. que quando eu digo fantástico falo de fantasia e que fantasia é tudo o que a gente tem nessa época. que aos 22 não dá pra ser assim. que aos 22 a gente larga uma noite por uma tarde. que, assim, dormir se torna mais importante. que dormir fez toda a diferença. que quando você adormeceu no meu ombro na primeira noite, eu não quis me mexer pra você não acordar. que aquele foi o momento diferencial. que quando o c*** gritou pela manhã eu quis tapar a boca dele. que eu parei pra te observar dormindo. que eu paro sempre que posso pra te observar dormindo. que mais de sono que de sexo se constrói alguma coisa. que é a primeira vez que eu pareço - pra mim - construir alguma coisa. que estou num lugar onde nunca estive. que eu tenho medo que você se vá, como sempre tenho. que desa vez, por outro lado, prefiro que o faça a viver algo imposto. que na verdade, minha brincadeira nunca foi total. que eu inventei isso tudo.

Um comentário:

  1. e que inventamos sempre. e vamos continuar inventando. só não conseguiremos inventar tão bem como inventamos aos 17 anos. isso não.

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