domingo, 16 de maio de 2010

Temporalidade

Quando a gente é criança, aprende a dar nome às coisas.
Quando a gente cresce, a não dar.

domingo, 9 de maio de 2010

Tinha vontade de (te) dizer, mas não vou

não vou te dizer, porque na verdade é meu


que me incomoda "isso" não ter nome - me dá um ar clandestino, como se minha felicidade tivesse que ser quase. que ainda assim eu não quero namorar nesse segundo, porque acho que devo respeitar tempos e conhecer-nos mais. que queria que tudo desse certo e que a gente namorasse um dia, pra compensar. que, na verdade, eu não estou apaixonada, porque guardei esse nome pra uma coisa que já aconteceu na minha vida e não vai acontecer mais. que, na verdade, eu estou apaixonada, só que é outra paixão. que aquela paixão primeira, que a gente costuma ter aos 17 é única e não, ninguém vai ser igual e tão fantástico. que quando eu digo fantástico falo de fantasia e que fantasia é tudo o que a gente tem nessa época. que aos 22 não dá pra ser assim. que aos 22 a gente larga uma noite por uma tarde. que, assim, dormir se torna mais importante. que dormir fez toda a diferença. que quando você adormeceu no meu ombro na primeira noite, eu não quis me mexer pra você não acordar. que aquele foi o momento diferencial. que quando o c*** gritou pela manhã eu quis tapar a boca dele. que eu parei pra te observar dormindo. que eu paro sempre que posso pra te observar dormindo. que mais de sono que de sexo se constrói alguma coisa. que é a primeira vez que eu pareço - pra mim - construir alguma coisa. que estou num lugar onde nunca estive. que eu tenho medo que você se vá, como sempre tenho. que desa vez, por outro lado, prefiro que o faça a viver algo imposto. que na verdade, minha brincadeira nunca foi total. que eu inventei isso tudo.

sábado, 8 de maio de 2010

Percurso

Tenho pensado muito com imagens.



Essa do dia seis.

Sobre espelho
Divergências
Tempos
Validade
Reconstrução
E fragilidade

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Livros

Se não há fuga da loucura e essa fará parte da minha vida: vou lê-la.

Aceito doações ou empréstimos da História da Loucura, Foucault, bem como alguns do Lacan. Alguém? Alguém?

Começando tradicionalmente pelo meta-

[Tenho pensado 2138972398 mil coisas que eu queria escrever aqui, mas sempre que chego a um papel ou ao teclado: puft! sumiu. Agora estou assim, exatamente assim.
Pelo menos minha obra-de-arte dessa tarde (naturalmente feita no paint - porque não trouxe lápis-de-cor pra essa casa) tá guardadinha.]

Aliás, pensei sobre arte esses dias com um menino barbudo. A conclusão mais clara era que a arte dependia mais do artista do que dela própria. Talvez a obra fosse importante só pra fazer o artista ser exatamente isso. Acho que, pelo menos por enquanto, pra mim a arte depende de intenção e do afeto.

Ah, o tal do afeto... Nesse campo, parece que uma batalha foi vencida na última semana. A discussão interna de verdades e mentiras, franquezas e carinhos parece ter desenhado uma estética própria, mesmo que pudesse ter feito uma colcha-de-retalhos. Essa estética parece também estar sustentando um ser um pouco mais leve, que por isso, está flutuando levemente e com um campo de visão um pouco diferente. Cada um com sua dor, parece que essa cicatriz fez um volume embaixo dos meus pés e o lugar agora é outro - isso não é ruim.

Que não seja óbvio

domingo, 25 de abril de 2010

Eu preciso

Primeiro de tudo voltar ou começar a escrever. Continuar meu projeto de ser saudável, talvez dançar. Carregar meu moleskine. Escrever sobre meus dois últimos dias em Buenos Aires. Arrumar os últimos presentes dessa viagem. Pensar ainda mais meus móveis. Ter responsabilidade e disciplina por um mês. E continuar esse texto fora do bar. De preferência, em um computador.